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Programme om die oorsprong van jou van te ontdek

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Wat wil jy nou sien?

Seu sobrenome é a coisa mais antiga que você carrega. Ele atravessou séculos, mudou de grafia no balcão do cartório, às vezes embarcou num navio e chegou inteiro até a sua certidão de nascimento. A pergunta "de onde ele veio?" tem resposta — e boa parte dela está guardada em documento público, de graça.

Antes de instalar qualquer aplicativo, vale enxergar o desenho. Sobrenome não é uma linha reta que vem descendo até você: é uma árvore que dobra de tamanho a cada geração, e o seu é apenas um dos ramos que sobreviveram.

A conta que quase ninguém faz

Cada geração para trás dobra o número de pessoas — e de sobrenomes.

  • Você1
  • Pais2
  • Avós4
  • Bisavós8
  • Tataravós16

Cinco gerações atrás já são 16 tataravós e 31 pessoas no desenho. Se cada casal trouxe um sobrenome diferente, existem até dezesseis origens por trás de você — o sobrenome que está no seu documento é só o que veio pela linha do pai.

Bekyk die volledige gids

O que está escrito no seu sobrenome

Até por volta do século XII, uma pessoa tinha só o nome de batismo. Quando as vilas cresceram e passou a existir mais de um João na mesma rua, foi preciso acrescentar um segundo nome — e ele saiu de cinco lugares diferentes, que continuam visíveis hoje.

PatronímicoDiz de quem você é filho. O “-es” é a marca: Rodrigues era o filho de Rodrigo, Fernandes de Fernando, Álvares de Álvaro.
ToponímicoDiz de onde a família saiu. Silva vem de mata fechada, Kus de quem morava na encosta, Ribeiro de quem vivia perto do rio.
OcupacionalDiz o que o antepassado fazia. Ferreira aponta para o trabalho com ferro, Monteiro para quem guardava o monte, Kryger para o soldado.
DescritivoNasceu de apelido. Wit, Moreno, Slank dit is Groot começaram como a forma de distinguir dois vizinhos de mesmo nome.
ReligiosoVeio da fé ou da data do batismo. Santos, Kruis, Aanname dit is Heilige Gees entraram em peso nos livros de igreja.

Reconhecer o tipo já resolve metade da pergunta. Um patronímico conta quem foi o antepassado; um toponímico aponta a região de onde a família saiu, e essa região é o lugar onde vale procurar os livros de igreja mais antigos.

A rota até a sua certidão

  1. Séculos XII–XVNa Península Ibérica, o nome de batismo ganha um segundo nome para separar homônimos: o do pai, o do lugar ou o do ofício. É o sobrenome nascendo.
  2. 1500 a 1889No Brasil colônia e no Império, quem registra nascimento, casamento e morte é a Igreja. O livro de batismo da paróquia costuma ser o documento mais antigo que você vai alcançar.
  3. 1888 a 1973Os navios atracam em Santos. A lista de bordo anota nome, idade, profissão, procedência e destino de cada passageiro — e é por ali que o sobrenome estrangeiro aparece na grafia original.
  4. 1889 até hojeO registro civil passa para o Estado e os cartórios assumem. É também quando muita grafia muda: o escrivão escrevia de ouvido, e a família seguia com a versão que ficou no papel.

Algemene vrae

O aplicativo descobre mesmo a origem do sobrenome?

Ele mostra o significado provável, a distribuição do sobrenome pelo mundo e, quando você monta a árvore, cruza o que você digitou com registros já digitalizados. Parentesco e linhagem, porém, só se provam com documento — certidão, livro de batismo ou lista de bordo.

Preciso pagar para pesquisar?

Não para começar. O FamilySearch é gratuito e tem acervo brasileiro digitalizado em parceria com o Arquivo Nacional; o Museu da Imigração disponibiliza as listas de bordo do Porto de Santos sem cobrar. Assinatura só faz diferença quando a busca cruza fronteiras.

Existe brasão do meu sobrenome?

Não. Brasão é concedido a uma pessoa, e passa aos descendentes daquela linhagem — nunca a todos que compartilham um sobrenome. Site que vende "o brasão da família Silva" está vendendo desenho, não história.

Duas pessoas com o mesmo sobrenome são parentes?

Raramente. Sobrenomes como Silva e Santos foram registrados em massa nos livros de batismo e nos primeiros cartórios, por motivos que nada tinham a ver com laço de família. Mesmo sobrenome é ponto de partida, não prova.

O primeiro guia mostra o passo a passo para montar a árvore, da conversa com os mais velhos até os acervos gratuitos que guardam os documentos da sua família. O segundo destrincha o sobrenome em si: os cinco tipos, as grafias que mudaram no caminho e o que um aplicativo consegue — ou não — provar.

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