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Aplicativos para tocar violão: 4 melhores opções

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Muitos de nós amamos música e queremos aprender a tocar um novo instrumento. O violão é sempre a primeira opção e agora, com a tecnologia e os aplicativos para tocar violão, o aprendizado se tornou ainda mais fácil.

Assim, ao longo desse artigo, você aprenderá mais sobre os melhores aplicativos para tocar violão.

4 melhores aplicativos para tocar violão

Afinador Guitarra -Guitar Tuna

Guitar Tuna é certamente o aplicativo mais popular para afinar seu violão. Além dos violões, ele permite que você afine muitos outros instrumentos de cordas, como violinos, banjos e outros bandolins. 

Destina-se a músicos iniciantes e experientes, porque é muito simples de usar, mas ainda é configurável para oferecer mais flexibilidade e precisão aos mais experientes.

Como outros aplicativos de afinação, o Guitar Tuna usa o microfone do seu smartphone para ouvir a nota, configurá-la e, em seguida, simplesmente guiá-la para ajustá-la. Isso funciona até mesmo em um ambiente ruidoso, já que o aplicativo analisa e remove o ruído de fundo para se concentrar na nota tocada.

O Guitar Tuna também contém outras ferramentas que podem ser interessantes para os iniciantes, a saber: um metrônomo, um dicionário de acordes e vários jogos de aprendizado de acordes.

Violão iniciante: Coach Guitar

Coach Guitar é um aplicativo que defende o aprendizado do violão com um método novo. Destinado principalmente a iniciantes que não têm nenhum conhecimento musical específico, o Coach Guitar é divertido e interativo. 

Nunca um método de aprender violão foi tão fácil graças às 5 cores atribuídas a cada dedo da mão, seus vídeos completos e sua agradável interface com as animações.

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A Coach Guitar já oferece mais de 500 faixas, mas novas faixas são adicionadas toda semana, em todos os estilos e para todos os níveis. 

Muitos tutoriais também estão disponíveis para iniciantes começarem a aprender violão em uma boa base e dominarem seus conceitos básicos, como afinar ou segurar o instrumento.

Songsterr Guitar Tabs & Chords

Songsterr é um catálogo de tablaturas que inclui mais de 500.000 títulos. A principal diferença com outros catálogos é que o Songsterr oferece apenas uma tablatura por música.

Isso permite que o aplicativo mantenha um alto limite de qualidade em suas tablaturas e não ofereça títulos que às vezes podem ser transcritos de forma imprecisa ou até mesmo mal. 

A versão premium oferece recursos bastante interessantes, como o modo offline, que permite que você consulte tablaturas sem ter uma conexão, ou o modo solo para isolar um instrumento em um título.

Tablatura de violão exibida na tela do aplicativo
Aplicativos para tocar violão. Imagem: Google

Ultimate Guitar: guitarra accordes & Tabs

Ultimate Guitar é uma impressionante biblioteca. Na verdade, o catálogo contém mais de 1,4 milhão de referências, o que significa que é difícil não encontrar o que você está procurando. 

Disponível para download gratuito, no entanto, o aplicativo contém vários anúncios e acesso limitado a certas funções. 

Com uma conta profissional, é possível aproveitar uma ferramenta que permite ler tablaturas no ritmo que mais lhe convier, um sintonizador e um metrônomo, transpor as músicas para diferentes tons e, é claro, se livrar de anúncios um tanto invasivos.

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O que olhar antes de instalar

  • Funciona offline. Estudar no transporte exige download prévio das lições, e nem todo aplicativo permite.
  • Ritmo e tempo por sessão. Sessões curtas diárias funcionam melhor que maratonas semanais, e alguns aplicativos são desenhados para isso.
  • O que é gratuito. Muitos liberam as primeiras lições e cobram para continuar. Vale ver até onde vai a parte livre.
  • Certificado tem validade. Certificado de aplicativo raramente é reconhecido formalmente. Se o objetivo é currículo, confirme antes.

O que esses aplicativos não fazem

Antes de instalar, vale alinhar a expectativa: há coisas que nenhum aplicativo dessa categoria entrega.

  • Conteúdo gratuito costuma cobrir o básico e parar justamente onde a dificuldade começa.
  • Não substituem curso formal quando há exigência de certificação reconhecida.
  • Não garantem fluência sozinhos: prática de conversação com outra pessoa continua sendo necessária.
  • Gamificação ajuda na constância, mas ofuscar o conteúdo com pontos e sequências pode dar sensação de progresso maior que o real.

Perguntas frequentes

Vale pagar a versão premium?

Faz sentido quando você já criou o hábito e o conteúdo gratuito acabou. Pagar antes de firmar a rotina costuma virar assinatura esquecida.

Serve para criança?

Vários têm modo infantil. Vale conferir a classificação e se há publicidade dentro do aplicativo.

Dá para aprender só pelo aplicativo?

Dá para chegar longe em vocabulário e compreensão. Para falar com naturalidade, a prática com outra pessoa continua sendo insubstituível.

Quanto tempo por dia?

De 15 a 20 minutos diários costuma render mais que duas horas uma vez por semana, porque a repetição espaçada é o que fixa.

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O certificado vale?

Para uso pessoal, sim. Para exigência formal de emprego ou instituição, quase nunca — confirme antes de contar com ele.

Passo a passo para começar

  1. Confira o que o aplicativo pede na instalação. Compare as permissões com o que ele faz. É o teste de confiabilidade mais rápido.
  2. Teste a versão gratuita antes de pagar. Veja se o recurso que você quer está fora do plano livre — costuma estar.
  3. Ajuste as notificações no primeiro dia. Deixar tudo ligado é o motivo mais comum de desinstalação na primeira semana.
  4. Confira se funciona offline. Se a tarefa é local e mesmo assim exige conexão, seus dados estão indo para um servidor.

Armadilhas que pegam quase todo mundo

  • Ignorar que a versão gratuita limita exportação ou aplica marca-d’água.
  • Acreditar em recurso que o hardware do aparelho não suporta.
  • Conceder acesso a contatos, mensagens ou acessibilidade sem motivo claro.
  • Escolher pela nota média sem ler os comentários recentes e negativos.

A alternativa que já vem no sistema

Vale abrir a busca das configurações do celular antes de instalar: Android e iPhone já trazem várias funções prontas, e a nativa costuma consumir menos bateria e não pedir permissão nenhuma além da necessária.

As primeiras semanas: dor nos dedos e o que é normal

A desistência acontece quase sempre entre a segunda e a quinta semana, e o motivo é físico. Vale saber o que esperar.

A ponta dos dedos dói porque a corda pressiona a pele contra o traste. Com prática regular, forma-se um calo — uma camada de pele mais resistente — que costuma aparecer em duas a quatro semanas de estudo constante. Depois disso, o desconforto praticamente some.

O que ajuda nesse período:

  • Sessões curtas e frequentes. Quinze minutos por dia formam calo melhor do que duas horas no domingo, e machucam menos.
  • Cordas mais leves. Cordas de nylon, em violão clássico, são bem mais macias que as de aço. Para começar, fazem diferença real.
  • Altura das cordas ajustada. Violão com corda muito alta em relação ao braço exige força excessiva. Uma regulagem em luthier custa pouco e transforma um instrumento intragável em um instrumento confortável.
  • Pressionar perto do traste, não em cima nem no meio. Exige menos força e o som sai limpo.
  • Parar se doer de verdade. Dor na ponta do dedo é esperada; dor no pulso, na mão ou no antebraço não é. Nesse caso, revise a postura e reduza o tempo.

Bolha e pele rachada pedem pausa de um ou dois dias. Tocar por cima de ferimento atrasa o processo.

Uma rotina de estudo que cabe no dia

O aplicativo dá o conteúdo; o que falta na maioria dos casos é estrutura. Uma sessão de 20 a 30 minutos, feita com regularidade, rende mais que qualquer maratona:

  1. Afinação, 1 minuto. Tocar desafinado ensina o ouvido errado. É a etapa que nunca deve ser pulada.
  2. Aquecimento, 5 minutos. Exercícios simples de dedos ao longo do braço, devagar, para soltar a mão.
  3. Técnica, 8 minutos. Um ponto específico: trocar entre dois acordes que você erra, uma pestana, uma batida nova.
  4. Repertório, 10 minutos. Uma música, do começo ao fim, mesmo com erros.
  5. Fechamento, 3 minutos. Tocar algo que você já sabe. Terminar acertando mantém a motivação.

O erro mais caro do estudo autodidata é praticar rápido demais. A regra que os professores repetem: toque na velocidade em que você acerta, e só aumente quando acertar três vezes seguidas. Repetir errado ensina o erro, e desaprender custa muito mais tempo que aprender.

Use o metrônomo desde o começo, mesmo que soe chato. Ritmo é o que separa quem toca de quem só faz os acordes certos.

O que o aplicativo ouve — e o que ele não consegue avaliar

Vários aplicativos de violão escutam pelo microfone e dizem se a nota está certa. Vale entender o alcance dessa avaliação.

O reconhecimento funciona detectando a frequência fundamental do som captado. Ele consegue dizer se a nota tocada corresponde à esperada e, com mais dificuldade, se um acorde está completo. Em ambiente silencioso, com o instrumento afinado, acerta bem.

O que ele não avalia:

  • Postura. Ombro tenso, pulso torcido e coluna curvada geram dor e limitam o avanço. Nenhum microfone percebe isso.
  • Posição da mão esquerda. Polegar por cima do braço, dedos deitados, unha comprida — causas frequentes de som abafado que o aplicativo registra apenas como “errado”, sem dizer por quê.
  • Movimento econômico. Levantar demais os dedos entre acordes limita a velocidade para sempre.
  • Qualidade do som. Volume desigual entre as cordas, ataque duro, ausência de dinâmica.

Por isso a combinação que funciona melhor: aplicativo para prática diária, mais algumas aulas presenciais espaçadas para corrigir vícios. Duas ou três aulas nos primeiros meses evitam anos de correção.

Uma alternativa gratuita e eficaz: grave-se em vídeo uma vez por semana, de frente e de lado. Você vai enxergar problemas de postura que não percebe enquanto toca, e vai ouvir o ritmo com muito mais honestidade.

Cuidar do instrumento é parte do estudo

Violão que soa mal desestimula, e boa parte do “som ruim” vem de manutenção, não de habilidade.

  • Troque as cordas. Elas oxidam e perdem brilho. Para quem toca todo dia, a troca costuma ser a cada dois ou três meses; para uso ocasional, quando o som ficar opaco ou a corda escurecer. Corda velha também desafina com mais facilidade.
  • Limpe após tocar. Passar um pano seco nas cordas remove suor e oleosidade, que são o que corrói.
  • Cuidado com umidade e calor. Violão é feito de madeira. Guardar perto de janela ensolarada, dentro do carro ou em ambiente muito úmido empena o braço. O ideal é ambiente estável, dentro do case.
  • Não afrouxe todas as cordas para guardar. A tensão faz parte do equilíbrio estrutural do instrumento.
  • Regulagem anual. Um luthier ajusta a altura das cordas e o tensor do braço. Custa pouco e muda completamente o conforto.
  • Nunca use corda de aço em violão feito para nylon. A tensão maior pode danificar o instrumento de forma irreversível.

Como saber se você está evoluindo

Progresso no violão é lento e pouco perceptível no dia a dia, o que gera a sensação de estagnação. Alguns marcos objetivos ajudam a medir:

  • Trocar entre dois acordes sem parar o ritmo. É o primeiro grande marco, e o mais difícil.
  • Tocar uma música inteira sem interromper, mesmo com erros. Aprender a continuar apesar do erro é uma habilidade separada.
  • Fazer a pestana soar limpa. Costuma levar semanas e é normal.
  • Cantar e tocar ao mesmo tempo. Exige que a mão funcione no automático.
  • Ouvir uma música e identificar a batida sem procurar a cifra.
  • Tocar para outra pessoa. Muda tudo, e revela o que ainda não está firme.

Uma prática que dá clareza: grave um vídeo curto no primeiro dia de estudo e repita a mesma música a cada mês. A comparação entre o primeiro e o terceiro registro costuma ser a maior fonte de motivação que existe — muito mais que qualquer sequência de dias marcada no aplicativo.

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Rodrigo Pereira

Rodrigo Pereira

Rodrigo Pereira escreve sobre aplicativos e celulares desde 2021 e é o responsável editorial do Luxmobiles. Testa na prática os apps que recomenda, confere as informações nas lojas oficiais e revisa cada guia antes da publicação.