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Consultar o PIS/PASEP: guia completo do saque pelo celular

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Todos aqueles trabalhadores que atuaram com carteira assinada no ano anterior têm direito ao recebimento do Pis/Pasep. Veja aqui todos os detalhes de como consultar o Pis/Pasep. Agora se tornou muito mais fácil consultar e ver até mesmo se o valor já foi depositado. Se você gostaria de verificar o seu, você chegou ao lugar certo. 

Agora tudo pode ser feito pelo celular, em passos muito simples. 

O Abono Salarial, conhecido pelas siglas Pis/Pasep, consiste em um tipo de bonificação para o trabalhador, instituído por lei, especialmente a lei nº 7.998/90.

É uma bonificação paga todos os anos aos trabalhadores que trabalharam com carteira assinada no ano anterior e tem como base de cálculo os meses trabalhados, podendo chegar ao valor de um salário mínimo vigente.

O valor é repassado pela Caixa Econômica Federal por meio do Ministério da Economia, seguindo o calendário do Condefat.  

Consultar o Pis/Pasep: quem tem direito ao abono?

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa cumprir alguns requisitos, somente assim o trabalhador está elegível para o recebimento do abono salarial. 

São requisitos para recebimento do Pis/Pasep:

-Estar registrado no Pis há pelo menos cinco anos, e igualmente ter atuado com carteira assinada por pelo menos cinco anos antes de ter direito a receber o abono;

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-Ter como média salarial do ano-base de cálculo até dois salários mínimos vigentes;

-O trabalhador que deseja ter acesso ao saque do abono precisar ter trabalhador pelo menos trinta dias consecutivos ou não no ano usado como ano base de cálculo;

-Seus dados devem estar devidamente informados pelo empregador no Rais/Social. 

Esse último requisito é importante mencionar porque muitas vezes os trabalhadores podem ter seus dados preenchidos de maneira incorreta, o que pode acabar atrapalhando o recebimento do abono.

Qual o valor do abono?

O valor do abono é calculado para cada trabalhador de acordo com o período trabalhado no ano utilizado como base. O mínimo é que o trabalhador tenha trabalhado pelo menos trinta dias que não precisa ser consecutivo, menos que isso nem mesmo tem direito ao saque do abono. 

A partir de trinta dias o valor é calculado com base nos meses que cada trabalhador trabalhou. O cálculo do valor recebido pelo trabalhador foi determinado pela lei nº 13.134/15, nela, cada mês trabalhado corresponde a uma parte de doze do salário mínimo, assim tendo trabalhado os doze meses do ano base de cálculoo trabalhador recebe um salário mínimo. 

Aonde receber o abono?

É possível receber o seu abono por diferentes meios. A Caixa recentemente lançou o aplicativo Caixa Tem, onde é possível fazer a consulta do saldo, e também transferências para sua conta bancária. 

Foi por meio do aplicativo também que foi pago o Auxílio Emergencial. Após baixar o aplicativo que está disponível para Android e também iOS será necessário realizar um breve cadastro informando seus dados pessoais. 

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Ao realizar o seu cadastro você poderá consultar facilmente o seu saldo do Pis/Pasep. Se você já tiver conta junto a Caixa Econômica, o saldo do abono automaticamente será enviado para a sua conta Caixa, sem que seja preciso qualquer tipo de solicitação. 

O que olhar antes de instalar

  • Se conecta ao seu banco. A conexão automática poupa digitação, mas exige autorização via open finance. Vale entender o que está sendo compartilhado.
  • Exportação dos seus dados. Ferramenta boa deixa exportar em planilha. Se não deixa, você fica preso a ela.
  • Funciona sem internet. Aplicativos de anotação manual funcionam offline; os que sincronizam com banco, não.
  • Quem está por trás do aplicativo. Confirme a instituição responsável e se ela é autorizada pelo Banco Central. O nome aparece na página da desenvolvedora na loja.

O que nenhum aplicativo faz por você

Antes de instalar, vale alinhar a expectativa: há coisas que nenhum aplicativo dessa categoria entrega.

  • Não substituem orientação profissional para dívida complexa, e nenhum aplicativo tem poder de renegociar por você.
  • Score de crédito varia entre bureaus e não é o único critério do banco — nenhum app ‘aumenta o score’ por si.
  • Promessa de dinheiro rápido, renda garantida ou empréstimo sem consulta é sinal de fraude, não de recurso.
  • Não fazem seu dinheiro render sozinho. Organizam informação; a decisão e o resultado continuam seus.

Perguntas frequentes

Preciso informar CPF?

Para consulta de dados de crédito, sim. Para controle de gastos, não deveria ser necessário — desconfie se for exigido.

Dá para usar de graça?

O controle manual de gastos costuma ser gratuito. A sincronização automática e os relatórios detalhados normalmente ficam no plano pago.

Vale pagar a versão premium?

Faz sentido para quem tem várias contas e quer sincronização automática. Para orçamento simples, o gratuito dá conta.

Funciona offline?

Anotação manual funciona. Consulta e sincronização exigem conexão.

Consigo aumentar meu score?

Score sobe com histórico de pagamento em dia, cadastro atualizado e uso equilibrado do crédito. Nenhum aplicativo faz isso por atalho.

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Passo a passo para começar

  1. Ative alerta de gasto. Defina um teto por categoria e deixe o aplicativo avisar. Funciona melhor que revisar no fim do mês.
  2. Confira seu cadastro nos bureaus. A consulta é gratuita e mostra dívidas que você pode nem lembrar, além de corrigir dado errado.
  3. Comece registrando uma semana. Antes de montar orçamento, anote tudo por sete dias. O diagnóstico costuma surpreender mais que qualquer planilha.
  4. Separe fixo de variável. Aluguel e assinatura de um lado, mercado e lazer do outro. Só o segundo grupo responde a ajuste rápido.

Armadilhas que pegam quase todo mundo

  • Acreditar em promessa de limpar nome ou aumentar score por atalho.
  • Abandonar o registro na segunda semana; sem constância, o app não serve para nada.
  • Pagar assinatura de um app de finanças que custa mais do que economiza.
  • Aceitar empréstimo oferecido dentro do aplicativo sem comparar o custo total.

A alternativa que já vem no sistema

O aplicativo do próprio banco costuma trazer categorização de gastos, extrato por categoria e limite de cartão em um lugar só — e sem exigir que você compartilhe dados com mais ninguém. Para quem tem uma conta principal, muitas vezes já basta.

Os canais oficiais de consulta — e só eles

Existe um número grande de sites e aplicativos que se apresentam como consulta de PIS/PASEP e não são nada disso. Os caminhos legítimos são poucos e todos gratuitos:

  • Carteira de Trabalho Digital. Aplicativo oficial do governo federal, que mostra vínculos, contratos e o número do PIS.
  • Portal gov.br. Reúne os serviços do Ministério do Trabalho e Emprego, incluindo consulta ao abono salarial.
  • Aplicativo Caixa Tem e canais da Caixa. Para trabalhadores da iniciativa privada, que recebem pela Caixa.
  • Canais do Banco do Brasil. Para servidores públicos, cujo pagamento é feito por lá.
  • Aplicativo FGTS. Para o que envolve fundo de garantia, que é assunto distinto do abono.
  • Telefone 158, a central de atendimento do trabalhador, e 111 para a Caixa.

Um alerta que vale mais que qualquer instrução: nenhum desses canais cobra taxa de consulta, pede pagamento para “liberar” valor, solicita dados por aplicativo de mensagem nem exige que você baixe um aplicativo por link recebido. Toda oferta desse tipo é golpe. Baixe aplicativos apenas pelas lojas oficiais, conferindo o nome do desenvolvedor, e nunca informe senha do gov.br a terceiros.

PIS, PASEP, abono e FGTS: quatro coisas diferentes

Boa parte da confusão vem de tratar tudo como “o dinheiro do PIS”. São coisas distintas:

  • Número do PIS/PASEP. É um cadastro, um número de identificação do trabalhador. Não é dinheiro. Hoje aparece integrado ao NIS e ao número do CPF nos sistemas do governo.
  • Abono salarial. O benefício anual, no valor de até um salário mínimo, proporcional aos meses trabalhados no ano-base. É o que a maioria das pessoas procura.
  • Cotas do antigo fundo PIS/PASEP. Saldos acumulados até 1988, de um programa encerrado. Situação distinta e com regras próprias.
  • FGTS. Depósito mensal feito pelo empregador em conta vinculada, com regras de saque próprias. Não tem relação com o abono.

Confundir esses itens leva a expectativa errada. Consultar o número do PIS e não encontrar valor a receber não significa que houve erro: significa que aquele número é um cadastro, e o direito ao abono depende de outros requisitos.

Como o valor é calculado

O abono salarial não é um valor fixo para todo mundo. Ele é proporcional ao número de meses trabalhados com carteira assinada no ano-base considerado.

A regra é direta: divide-se o salário mínimo vigente por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados no ano-base. Quem trabalhou o ano inteiro recebe o valor integral de um salário mínimo; quem trabalhou seis meses recebe metade; quem trabalhou um mês recebe um doze avos.

Dois detalhes que geram dúvida:

  • Fração de mês. Período igual ou superior a 15 dias dentro de um mês é considerado mês integral para o cálculo.
  • Ano-base defasado. O abono pago em um ano se refere ao trabalho de dois anos antes. Quem começou a trabalhar recentemente não recebe já no ano seguinte.

Os requisitos gerais, que a lei estabelece, envolvem estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada no ano-base, ter recebido remuneração média dentro do limite previsto e ter os dados informados corretamente pelo empregador na declaração anual.

Quando a consulta diz que você não tem direito

Esse é o cenário mais frustrante, e nem sempre significa que o direito não existe. As causas mais comuns:

  1. O empregador não informou ou informou errado. A base do abono vem da declaração anual enviada pela empresa. Erro de dado, omissão ou informação fora do prazo derrubam o benefício. A correção é feita pelo empregador, e o trabalhador deve procurá-lo.
  2. Renda média acima do limite. O abono é destinado a quem recebeu até o teto previsto em lei no ano-base.
  3. Menos de cinco anos de inscrição no programa.
  4. Cadastro duplicado. Trabalhadores com mais de um número de PIS enfrentam bloqueio até a regularização.
  5. Dados divergentes entre os cadastros, especialmente nome e data de nascimento.

O caminho para resolver passa por conferir os vínculos na Carteira de Trabalho Digital, comparar com a sua realidade e, havendo divergência, acionar a empresa. Se o empregador não corrigir, o canal é o Ministério do Trabalho, e existe atendimento presencial nas superintendências regionais.

Calendário, prazo e o dinheiro que volta para a União

O pagamento do abono segue calendário anual, divulgado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Historicamente, a ordem de pagamento é definida pelo mês de nascimento para trabalhadores da iniciativa privada e pelo número de inscrição para servidores.

O ponto que mais causa perda de dinheiro é o prazo. O abono fica disponível até o fim do período do calendário daquele exercício. Passado o prazo, o valor não sacado retorna ao fundo, e recuperá-lo depois exige procedimento específico, quando possível.

Para não perder:

  • Confira o calendário no início do ano e anote a sua data no celular.
  • Mantenha a conta ativa. Quem tem conta na instituição pagadora costuma receber por crédito automático, o que resolve o problema.
  • Verifique se o pagamento caiu. Crédito automático em conta pouco usada passa despercebido.
  • Se o valor não foi creditado, existe a via da conta poupança social digital e do saque presencial com documento.
  • Atualize seus dados cadastrais. Endereço e telefone desatualizados atrapalham a comunicação.

Uma orientação final sobre segurança digital: a conta gov.br tem níveis de confiabilidade, e o acesso a serviços financeiros exige nível mais alto, obtido por validação biométrica ou por internet banking de bancos credenciados. Vale elevar o nível da sua conta e ativar a verificação em duas etapas — a mesma conta dá acesso a muitos serviços, e ela é alvo frequente de tentativa de invasão.

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Rodrigo Pereira

Rodrigo Pereira

Rodrigo Pereira escreve sobre aplicativos e celulares desde 2021 e é o responsável editorial do Luxmobiles. Testa na prática os apps que recomenda, confere as informações nas lojas oficiais e revisa cada guia antes da publicação.